5 músicas para se preparar para o show do MGK no Rock in Rio
Além do festival no Parque Olímpico, cantor também se apresenta com show solo em São Paulo

O nome mais controverso do cenário pop punk da década atual é, sem dúvidas, o de Machine Gun Kelly. O rapper, nascido no Texas, se estabeleceu no cenário do rap norte-americano até o fim de 2019, logo após o lançamento do excelente Hotel Diablo. Graças a uma amizade com o baterista Travis Barker, do blink-182, Colson Baker começou a se aventurar no pop punk partindo para o lado mais comercial do som e flertando fortemente com a estética do gênero, que acabou servindo como pano de fundo para uma série de artistas nos dois anos seguintes: Jxdn, WILLOW, Nessa Barrett, Lil Huddy entre muitos outros.
MGK é um dos nomes, inclusive, confirmados para o Rock in Rio 2026. O cantor dividirá o Palco Mundo no dia 5 de setembro com Avenged Sevenfold, Bring me the Horizon e Sepultura. No mesmo dia, se apresentam atrações como Poppy, Bad Omens, Black Pantera e Malvada.
Ele também passará por terras paulistanas no dia 6 mesmo mês, para um show solo. Pensando nessa vinda, selecionamos cinco músicas que adoraríamos conferir no ao vivo do cantor:
I Think I’m OKAY
A parceria do cantor com YUNGBLUD rendeu muita movimentação no cenário pop punk e emo, isso porque o público que já acompanhava bandas do gênero não gostaram nem um pouco de sentir que ambos artistas estavam pegando a estética “emprestada” para criar um material mais voltado para o lado comercial da coisa. No entanto, é inegável que “I Think I’m OKAY” é um dos feats mais marcantes dos últimos anos no gênero e, apesar de atualmente MGK e YUNGBLUD não se falarem mais, ainda é uma das canções mais divertidas de se conferir ao vivo e que definitivamente não pode ficar de fora do setlist.
cliché
Em 2025, MGK deu um passo atrás do pop punk e olhou um poquinho para as suas origens, sem tirar o pé completamente das referências pop. Toda essa movimentação, somada a acontecimentos em sua vida pessoal, acabaram resultando no álbum lost americana, lançado em agosto do ano passado.
A recepção da crítica especializada sobre o trabalho foi mista (bem diferente de Mainstream Sellout) e, apesar de nem todo mundo achar a execução consistente, foi interessante perceber como o amadurecimento do artista alavancou a sua expansão musical para muito além do gênero explorado em seus dois álbuns anteriores. O destaque fica justamente para a faixa “cliché”, com um quê country e um refrão que fica na cabeça.
FIX UR FACE
Apesar de um pouco afastado do cenário, MGK permanece inspirado por suas referências, e o feat com Fred Durst do Limp Bizkit mostra justamente isso. A colaboração saiu há três meses e é muito característica para quem curte a banda de nu-metal, tornando a participação do vocalista algo super interessante de acompanhar.
Se apresentada no Rock in Rio, essa será a primeira vez que poderemos conferir a performance de “FIX UR FACE” em solo brasileiro.
my ex’s best friend
Bem antes do mundo conhecer Tickets To My Downfall, MGK e blackbear colaboraram juntos na faixa “my ex’s best friend”, uma faixa (super) rápida sobre se envolver com a melhor amiga da ex-namorada em uma noite de impulsividade. A duração da música contribuiu muito para que a mesma se tornasse um fenômeno no TikTok, app que estava tomando conta do ano em que foi lançada (2020).
No entanto, apesar de toda a atmosfera que grita “material da época”, o single acabou caindo na graça da galera e é, até hoje, um dos hits mais amados da carreira de ambos artistas. MGK já teve a oportunidade de inclui-lo em seu setlist várias vezes durante as passagens pelo Brasil, e se o fizer novamente no Rock in Rio, com certeza não irá decepcionar.
maybe
Tá aí uma faixa que podemos incluir no “é possível sonhar?”.
MGK e Bring Me The Horizon protagonizaram um feat em 2022, quando o mundo já estava voltando às atividades culturais quase que em definitivo e a presença do pop punk no mainstream era inegável. Amigos de longos anos, Colson e Oliver Sykes finalmente celebraram essa parceria em “maybe”, que acabou integrando o deluxe de mainstream sellout lançado naquele mesmo ano pelo rapper.
