Grandes festivais também são feitos de inclusão
No Rock in Rio, a acessibilidade também faz parte da experiência com estrutura e serviços voltados a pessoas com deficiência e mobilidade reduzida.

Quando pensamos em um festival, é comum lembrar dos shows, das setlists, da estrutura e das ativações. Mas existe um trabalho igualmente importante: garantir que o maior número possível de pessoas possa viver essa experiência com autonomia, conforto e segurança. Em setembro, mês em que é celebrado o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência (21/9), data instituída por iniciativa do movimento social organizado ainda na década de 1980 e, posteriormente, oficializada pela Lei nº 11.133/2005, a discussão sobre acessibilidade ganha ainda mais força. E um dos maiores festivais de música do mundo, também faz parte dessa conversa.
O Rock in Rio, que acontece nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 do mês em que a sociedade coloca uma lupa em cima da promoção da acessibilidade, reunirá uma série de iniciativas em prol da comunidade PCD. De acordo com a organização do festival, em todos os sete dias de evento serão garantidos intérpretes de Libras, audiodescrição, mapas e pisos táteis, salas sensoriais, empréstimo de cadeiras de rodas e equipamentos motorizados, suporte para cães-guia — com ponto de apoio para hidratação, alimentação e área para necessidades fisiológicas —, além de uma Central de Acessibilidade.
Os serviços são destinados a diferentes públicos, incluindo pessoas com deficiência física, auditiva, visual e intelectual, pessoas com síndromes, mobilidade reduzida ou comorbidades, além de gestantes, lactantes, idosos e pessoas obesas.
Informação disponível e acessível
Outro ponto que merece destaque é a facilidade de acesso às informações. O Rock in Rio disponibiliza uma página exclusiva sobre acessibilidade, reunindo de forma organizada orientações sobre os serviços disponíveis, o público atendido, localização dos recursos, dúvidas frequentes e o funcionamento da Central de Acessibilidade. Esse cuidado permite que o público planeje a visita com antecedência e chegue ao festival com mais segurança e previsibilidade.
Além disso, o festival disponibiliza um pré-cadastro de acessibilidade, que pode ser realizado antecipadamente e agiliza o atendimento na chegada à Cidade do Rock, reduzindo filas e facilitando o acesso aos serviços oferecidos.
Atrações para todos
A acessibilidade também está presente nas atrações. A tirolesa conta com cadeira escaladora automática, a roda-gigante possui cabine acessível para cadeirantes e os brinquedos oferecem agendamento prioritário por meio da Central de Acessibilidade, permitindo que pessoas com deficiência aproveitem a experiência do festival em sua totalidade. O estacionamento oficial do evento também conta com vagas reservadas para Pessoas com Deficiência, ampliando a acessibilidade desde a chegada ao local.
Quando um festival desse porte investe em acessibilidade, ele amplia o acesso à cultura e mostra que a inclusão também faz parte da experiência. Iniciativas como essas demonstram a importância de pensar a acessibilidade desde o planejamento do evento, tornando a experiência mais acolhedora, segura e confortável para diferentes públicos.
Que iniciativas como essas inspirem cada vez mais shows, festivais e eventos por todo o país. Afinal, acessibilidade não é um privilégio, e sim um direito.
