“O meio do lineup”: 5 bandas nacionais para conhecer no Lollapalooza 2026

Foto: Reprodução / Instagram

O Lollapalooza Brasil é um festival que conversa muito com a sua própria essência quando se trata de trazer bandas nacionais à tona justamente para introduzir novos nomes no gosto musical da audiência geral. Diversos artistas já passaram pelo festival, como Picanha de Chernobill, Gab Ferreira, PLUMA, Tuyo, Black Pantera, Ana Frango Elétrico e muito, muito mais.

Em 2026, não será diferente: o “meio do lineup”, que já foi mencionado pelo cabeça do festival Marcelo Beraldo como de extrema importância justamente para apresentar novos artistas para o público, está prometendo novamente trazer boas surpresas. Por isso, topamos a difícil tarefa de selecionar apenas cinco bandas que definitivamente merecem a sua atenção nos três dias de festival. Confira:

Cidade Dormitório

Definitivamente um dos nomes mais interessantes da cena nacional presente no festival, a Cidade Dormitório é de São Cristóvão, localizada na região metropolitana de Aracaju. Sua sonoridade é excêntrica e um tanto quanto única, flutuando pelo post-punk e o que a própria banda gosta de chamar de “neo grunge psicológico” — um jeito de explicar como as músicas abordam as relações modernas no meio do caos urbano.

Varanda

A Varanda já passou pelos palcos de algumas unidades do Sesc em São Paulo, mas agora se prepara para adentrar o grande palco do Lollapalooza no sábado, ao lado de nomes como Chappell Roan e Skrillex. A banda lançou no ano de 2024 seu álbum de estreia, Beirada, com 11 faixas, incluindo a queridíssima dos fãs, “Cê Mexe Comigo”.

Uma curiosidade, inclusive, é que a vocalista Amélia do Carmo, de Juiz de Fora, tem um perfil super popular no Instagram, onde fala sobre culinária. Ela também já chegou a lançar seu próprio livro breve viagem ao mercado, publicado pela Editora Patuá, no ano passado.

Jonabug

Presente em diversas edições do banda de casinha, a Jonabug é um nome já bem conhecido por aqui. Diretamente de Marília, a banda (que inicialmente era um trio) está em atividade desde 2021 e viaja por letras tanto em português quanto em inglês, com uma sonoriadade que flerta com o emo, indie e shoegaze.

Uma das coisas mais interessantes (e cativantes) de se acompanhar no trio é todo o conceito e estética pensados com muito cuidado por Marília, Samuel e Dennis. O primeiro álbum, três tigres tristes, sucede o excelente EP big ego, no self esteem, e já traz a proposta da mistura de idiomas — algo que com certeza será curioso de ver no palco do festival, no último dia.

Terraplana

Um dos nomes de maior aposta da Balaclava Records nos últimos anos (que, inclusive, chamou a atenção da Audiotree no ano passado), também está presente na edição desse ano do festival: a terraplana já teve a oportunidade de abrir para diversas bandas estrangeiras no Brasil, mas agora chega para fazer sua estreia no evento, tocando especificamente no primeiro dia, sexta-feira.

O grupo paranaense conquistou os fãs de shoegaze com o excelente olhar pra trás, lançado em 2023. Sucedido por natural, disco do ano passado, o show da terraplana no Lollapalooza é algo a se ficar, sim, ansioso para ver: agora com um setlist repleto de faixas queridas pelos fãs, como “memórias”, “conversas” e “charlie”, a apresentação tem tudo para ser uma das mais imperdíveis do evento.

Oruã

Uma banda essencial para quem aprecia bons instrumentais e novas experiências no ao vivo: a Oruã é uma das representantes do Rio de Janeiro no lineup desse ano e já tem quase uma década em atividade. Conhecidos, principalmente, pela sonoridade puxada para o indie rock e, principalmente, lo-fi, o grupo possui reconhecimento que atravessa as fronteiras brasileiras, mas que definitivamente merece mais atenção do público nacional.

No Lollapalooza, o conjunto está previsto para se apresentar no domingo, ao lado de nomes como Deftones e Lorde.